
Foto:Danilo Christidis
O que seria uma Estante Pública 1 * Sessão Civismo Poético * instalada em uma parada de ônibus próximo a rótula da Nilo Peçanha? Nosso civismo carregará mais poesia para mantê-la ali onde está por mais tempo além das duas semanas que já se encontra habituada? O que a Estúdio Nômade quer com isso? Quem conseguiu ver os livros de Direito e de Poesia que foram colocados na estante no seu primeiro dia de vida? E se as calçadas fossem mais cheias de beleza? A nossa poesia transformaria o mundo? As relações seriam mais sinceras se houvesse uma ampliação das nossas facetas aprisionadas por condicionantes pseudo- sociais? Com que razão as pessoas estão levando embora os livros da estante sem deixar nenhum pingo de emoção trocada? É assim que estabelecemos nossas relações? E se tivesse uma câmera vigiando? Ou grades de clausura fria que separam a poesia da realidade de convivência pública? Boa pergunta? Isto é arte? Um estímulo para se respirar com mais profundidade e oxigenar nossas idéias? Isso não é apenas um estímulo a leitura? Isso é processo? Isso é transformação? Isso é experiência adaptada? Porque tantas perguntas? Pelo prazer da criação?
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Aron K.L