Textos categorizados 'fotografia'

Sargento Pimenta

Nomade Image

Cliente: Spirito Santo

Catálogo Inverno 2010

Janeiro 2010

Jogos de proporções, muita lã, dualidade, derretimento, natureza e muita música. Isso é um resumo da inspiração que foi traduzido nas fotografias do catálogo da Spirito Santo para este inverno de 2010. Fica a indicação para conferirem o resultado que deverá estar nas lojas em Março.

Todo o conceito foi um desdobramento da nova coleção inspirada no “Lonely Hearts Club Band” que foi repassado para Nomade Image.

Fotografia: Danilo Christidis
Direção de Arte: Danilo Christidis & Aron Litvin
Produtor de Set: Rafael Peck
Direção Teatral: Pedro Lunaris
Stylist: Equipe Spirito Santo

Arquivo Universal

Foto: divulgação

Foto: divulgação

“Arquivo Universal”, nova exposição do Museu Berardo em Lisboa, propõe uma multiplicidade dos caminhos históricos da fotografia anterior ao evento Photoshop. Neste espaço nada se apaga, mas tudo se manipula. Muitos dizem que o Photoshop matou a fotografia. O argumento é que o Photoshop acabou com o realismo e nos tornou cínicos – matou a inocência necessária para ler a imagem fotográfica enquanto testemunho transparente do mundo.

No inicio deste mês o Museu Berardo abriu a exposição “Arquivo Universal – a condição do documento e a utopia fotográfica moderna”, uma mostra assombrosa com mais de mil documentos fotográficos de meados do século XIX ao final da década de 80 do século XX, representando 250 autores internacionais e expondo como complemento dezenas de publicações e filmes. A mostra propõe uma discussão sobre o caráter documental da fotografia ao longo do ultimo século e sua leitura artística contemporânea, com ênfase na crítica a manipulação e sua conseqüência na significação dos fatos.

Tinta invisível, cortinas de fumo, filtros, máscaras: sejamos duplamente cínicos, o Photoshop foi o fim sim, mas não o fim do real, foi o fim da ilusão – o fim da ilusão sobre a possibilidade de um olhar sem ponto de vista, sem intenção, sem artifício, que é como quem diz um olhar sem ideologia. Acontece que a fotografia sempre foi uma arma ideológica. É só voltar atrás na história e perceber que ela pode atuar como ferramenta de manipulação da opinião pública.

Jorge Ribalta, responsável pelo Serviço Educativo do MACBA, partiu de três perguntas-base a cerca do tema dessa mostra: qual o sujeito de uma imagem documental?, que tipo de espaço público produz um documento?, e como é que um documento produz conhecimento? “Há teóricos que defendem que com o Photoshop a fotografia deixou de ser realista. Eu defendo que é necessário defender a fotografia como documento. Se não tiver este lado, para mim, a fotografia não serve para grande coisa. Para mim, o aspecto mais interessante da fotografia é não ser apenas arte e viver em diferentes campos sociais. Esta exposição tenta ser o contraponto à moda do documental na arte contemporânea: tenta devolver densidade ao documento face à banalização do seu uso na arte contemporânea.”

“O Photoshop e a fotografia digital parecem acabar com o realismo fotográfico ou, pelo menos, parecem comportar uma mudança de estatuto do índice fotográfico. Mas, uma vez mais, esta possível mudança não deve ser banalizada porque comporta conseqüências decisivas sobre a própria noção de história”, escreve Ribalta no catálogo da mostra.

Apesar de a História ter morrido em 1806 na batalha de Jena, ter voltado a morrer com o Holocausto e, depois, de novo, com a queda do Muro de Berlim e a publicação de “The End of History”, de Francis Fukuyama, em 1989, Ribalta pergunta: “Será a era pós-fotográfica uma era pós-histórica?” E responde: “Renunciar ao documento (no caso da fotografia, renunciar ao realismo) não parece uma opção viável dado que enquanto houver formas de existência social e de produção de hegemonia o documento continuará a ser um espaço fundamental no conflito simbólico”.

Foto Intervenção

Estúdio Nômade

Tanques Escondidos

2009


As bombas esperam o peso da terra para se esconder

A vergonha do poder precisa de máscara para tomar coragem de se apropriar do que é seu.

Enquanto a máquina dorme,

o discurso é mudo e sua platéia é vazia…

A espreita é necessária quando os seus comuns se encontram, pois a visão é distorcida por uma imagem aproximada…

Te convido a ser sereno mesmo quando tua presença insiste em dominar.

5816-3

Aron K.L

Fotos: Danilo Christidis

TRAFIC08

Philip Blenkinsop

Foto: Philip Blenkinsop

Paco Elvira

Foto: Paco Elvira

Uma experiência através das imagens e além. Daí nasceu a idéia do TRAFIC, um Festival de Fotografia Documental realizado em Barcelona no CCCB, já em sua segunda edição. O objetivo do Festival é sensacional, busca criar uma experiência fotográfica mediante projeções, debates, mesas redondas, projetos, oficinas, exposições e apresentações de portfolios que estimulem as pessoas a pensar sobre seu entorno e o mundo.

A edição deste ano do TRAFIC se mostra mais intensa, pois trás como tema central “A Resistência”. Plantando uma reflexão sobre as problemáticas sociais que nos rodeiam, e trazendo as experiências de pessoas e coletivos que são um exemplo de resistência para suas comunidades.

Além de abordar questões reflexivas, TRAFIC também faz do espaço público, ou seja, da rua um espaço de resistência da arte! Em particular utilizando a fotografia como ferramenta principal para exposições e instalações.

INCRÍVEL! E a entrada é franca.

Ano que vem tem mais!

Surfista no Urbano

Concepção da ação: estúdio nômade
Cliente: Free Surf 
Ação: Foto Conceito Catálogo Heroes 2009  
Centro de Porto Alegre
Data: 28 Outubro de 2008.

 

Danilo Christidis

Foto: Danilo Christidis

 

Teve gente que gritou “Vai pegar onda no Guaíba!”…Essa foi uma ação para se obter uma fotografia conceito para compor o próximo catálogo de roupas da marca Free Surf. Dentro de um planejamento integrado de ações de nomidia para divulgar a próxima coleção, essa é a primeira que mostramos aqui.

O centro de Porto Alegre foi surpreendido na manhã de terça pela  presença de um surfista  de long, tatuagem maori no rosto e prancha debaixo do braço, desfilando em plena Rua da Praia, descendo a Borges  até o Mercado Público. O trajeto de ida e volta deixou muita gente curiosa no vai e vem da hora do almoço.

A proposta do catálogo bate na idéia de que pessoas comuns podem ter certos poderes: os gênios que tem a capacidade de resolver qualquer tipo problema com tranquilidade; os guerreiros que se destacam na multidão e vencem batalhas a cada dia; entre  outras super capacidades baseados nas próprias caracteristicas humanas.

Mínimas Fronteiras na Fotografia


Concepção: estúdio nômade
Cliente: Copesul Braskem
Ação: Desdobramento da Ativação de Patrocínio
Data: entre 25 e 30 de agosto/2008

O ato de fotografar um cubo perfeito, camaleônico, percorrê-lo por distintos pontos da cidade e presenciar suas conseqüentes reações foram alguns dos sabores que pudemos experimentar em aceitar o desafio de tornar um quadrado de fórmica e inox em uma imagem esteticamente interessante.

 

Ao seguir a lógica de criação do projeto no processo de obtenção das imagens agregamos a fotografia com intervenção urbana e instalação, gerando a ocorrência in loco, seja ela qual fosse.

Uma avenida noturna, o jardim botânico, o estacionamento de um shopping, uma rua movimentada e um prédio clássico, foram os cenários onde a obra mínima pousou para as fotos. Esse processo se torna tão rico quanto o resultado final no quesito vivencial, para o artista e o público. A busca de um sentido abre a criativa imaginação, colocando-a em contato para além do estímulo da obra. O próprio direcionamento íntimo e subjetivo de cada um é estimulado pelo ponto de interrogação, abrindo vias. Sem explicações claras as opiniões ficam livres de um padrão, ou do certo e errado, o entendimento clássico de compreensão. Essa aceitação da falta de lógica, substituída pela perpetuação da pergunta é até mais importante que a própria compreensão, além de refrescar a “cuca” e apertar um breve stop dos passos rápidos diários. O olhar acostumado daqueles que passam todos os dias no mesmo lugar tem a oportunidade de ser surpreendido por algo inusitado.

 

Como seguir utilizando a fotografia sendo ferramenta deste processo, num sentido de uma criação mais aguçada e crítica é um desafio posto. Tanto as imagens expostas em lugares não usuais, como a bela intervenção em uma favela no Rio de Janeiro feita pelo fotógrafo francês JR, ou o próprio processo de obtenção das imagens como parte fundamental da obra, são possibilidades para seguir construindo a fotografia dentro da linguagem da arte contemporânea vivencial. Esta se torna um tanto mais democrática, já que acontece no centro da vida urbana, longe das paredes de museus e galerias de arte.

 

A la calle!

 

Fotos: Danilo Christidis


Acesse o site da Estúdio Nomade

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