Em nosso projeto Agora / Ágora que estamos fazendo junto com Santander Cultural Porto Alegre, já tivemos algumas discussões nos Talkshops que estão sendo muito potentes. Angélica de Moraes, Juan Freire, Karla Brunet, Giselle Beiguelman, Alex Primo e Felipe Fonseca já foram nomes que passaram pelas mesas de discussão.
Na mesa em que discutimos crowdsourcing e novas economias em rede, ficou evidente as reflexões sobre novas formas de produção contemporâneas pautadas por um modelo colaborativo. Crowdsourcing é comportamento. É um fenômeno sociológico acima de tudo. Vivemos em um mundo da internet das coisas. Tudo é internetizável, cada vez mais. A interface, na qual trabalhamos diariamente são a primeira mídia que cria grupos e conversação ao mesmo tempo e agora. Isso pauta uma mudança nas diferentes possibilidades de criação em rede que se abrem. Até onde isso pode chegar ?
O certo é que o momento é de experimentação. O afeto e cooperação como características fundamentais de um capitalismo cognitivo são os grandes motivadores que norteiam as nossas novas atitudes de criação. O professor Jorge Verschoore trouxe a necessidade de gestão deste novo movimento catártico. Em um primeiro momento, assumimos a estética anárquica, rizomática ou caótica. Porém, gestão de redes é um novo campo de conhecimento que já vem sendo pesquisado e a questão é: como organizar e gerir um movimento que funciona de maneira totalmente caótico ? Que modelo de gestão é esse que não controla ?
Em dias em que parece que o Twitter conseguiu captar e sintetizar o funcionamento do nosso desejo (efêmero, instantâneo, rápido, dinâmico, impulsivo), cabe ressaltar que a potência desse comportamento que vamos expressando está no questionamento de parâmetros e modelos organizativos de grupos que ainda não entenderam o que está se passando. Colaborar é uma palavra antiga, reiventada e camaleônica. A apropriação do sentido da colaboração é urgente. Viva o experimento! Merece um brinde.
Aron K.L.


Por aqui, estou falhando estratosfericamente em (des)organizar um movimento-rede-fluxo anarco-caótico-rizomático. Todos estes pre-radic-sufixos me fazem sentido, mas talvez o que falte neste rio sem caudas é justamente o deixar fluir.
Eu estava em Porto Alegre e gostaria muito de ter participado do último encontro, e conhecido o efeefe, mas outros compromissos tão importantes quanto acabaram por me afastar do encontro com a trupe benfazeja do Estudio Nomade.
A proposito: vou apresentar o Manifesto da Transvenção para galera da rede hoje em nossa audioconferencia. Temos um projeto similar, chamado Livro de Rua, mas não é tão glamouroso e bem desenhado como o vosso. Parabéns pela iniciativa e pelo belo neologismo (transvenção).