S.O.S é um projeto muito interessante. Trabalha com a idéia de facilitar a convivência interpessoal e auxiliar pessoas a se conectarem umas com as outras. Faz isso através de um recurso tecnológico que mistura GPS, SMS e gravadores de voz. Uma junção que dá todo o ar de engenhoca, mas que certamente tem no conceito muito mais dedicação do que em sua estética.
Anúncios para ofertar, demandar ou denunciar: tudo em rede. Assim se descreve a proposta de S.O.S (science of sharing)
O projeto é do pessoal da PLATONIQ, um coletivo extremamente articulado com novas mídias e questões sociais, preocupados em fazer das ferramentas tecnológicas um canal de desenvolvimento colaborativo e solidário.
Para saber mais sobre S.O.S vale a pena ver o vídeo, disponível no site openserver 2.0
Nosso amigo mascarado, esse que está descobrindo lugares insólitos da cidade, revelando brechas esquecidas, vagando pela noite. Ele adoraria conhecer o pessoal que organiza o site: “lugares abandonados” (tradução).
É incrível a dedicação que os caras tiveram para catalogar e resgatar a história de tantos espaços que tiveram a sua estrutura desgastada por sabe-se lá quantas interpéries.
Vale a pena dar uma olhada nesses territórios-cemitérios que sugerem a passagem de tantas vidas.
Com certeza os Exorcismos Urbanos ganharam um aliado:
“These places have become hard to find, difficult (or illegal) to access, dangerous to explore … great to spend the day !” (Fala do Henk – organizador do site… nós compartilhamos dessa idéia!)
Cliente: ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental e Corsan – Companhia Riograndense de Saneamento.
Campanha micropolítica de valorização do sistema de tratamento de esgoto.
Outubro 2009
Troca em Diante é uma iniciativa de comunicação participativa e de saúde coletiva, que tem como temática central o saneamento básico. Foram criadas duas atividades descentralizadas que, em contato direto com o público, visam gerar uma atitude reflexiva e fazer com que o assunto “esgoto” possa ganhar espaço nas conversas cotidianas.
“Quando você lembra do esgoto?” É essa a pergunta que está movendo as equipes que trabalham no Trensurb e na zona metropolitana de Porto Alegre durante a Semana Interamericana da Água – de 03 a 10 de outubro.
A Equipe Invisível é responsável por tornar as viagens de trem mais instigantes, um grupo de atores dirigidos por Celso Velusa, trabalha com performances que mobilizam uma polêmica sobre o assunto do esgoto. Os passageiros participam e falam suas opiniões.
A Equipe de Troca está envolvida em uma tarefa socrática. O grupo composto por psicólogos e jornalistas, vai ao encontro do público. Iniciam uma conversa baseada em pergunta-pergunta tendo o esgoto como protagonista. No final o convite é para que essa pessoa passe a pergunta a diante.
O material qualitativo gerado pela experiêcia de contato com o público está sendo trabalhado no blog do projeto www.trocaemdiante.blogspot.com
Passe a pergunta! Comente no Blog suas impressões! Você sabe pra onde vai o seu esgoto?
Ação de relacionamento da coleção primavera/verão 2010
Setembro 2009
A Estúdio Nômade buscou inspiração na cultura popular da TV para apresentar de maneira participativa e experiencial os novos produtos da Rainha das Noivas. A tradicional marca de artigos de cama, mesa e banho apostou na arte como dispositivo de contato com o público em uma atividade cultural que cruza teatro, video e artes visuais.
A mininovela, gravada no centro de Porto Alegre, mais precisamente na Praça da Alfândega possibilitou ao público um encontro com conteúdos simbólicos da vida de um casal. Situações comuns a muitas relações foram atuadas em diálogo com as pinturas do artista Luis Flavio Trampo, que criava as ilustrações em tempo real.
A ação As Cores da Emoção sugere um olhar sobre o imaginário popular. O roteiro foi criado utilizando as cores vermelho, amarelo e roxo como ícones dos três capítulos que compõem a mininovela. As cenas falam de rituais cotidianos comuns, momentos muito familiares a todas as pessoas, mas que possuem uma forma única de ser vivida por cada casal. Essa singularidade é interessante, porque diferencia e, ao mesmo tempo, conecta as pessoas. A possibilidade de fazer essa encenação na rua, em contato direto com o público, valoriza o seu caráter participativo, pois rompe com a rotina diária e insere elementos visuais inspiradores. O importante aqui não é dizer como deve ser uma boa relação a dois, mas sim mostrar uma das tantas possibilidades.
O desenrolar dessa história pode ser visto no site da Rainha das Noivas. As Cores da Emoção teve a direção e concepção da Estúdio Nômade.
Essa semana em Porto Alegre acontece o primeiro seminário “Cidades Criativas” uma iniciativa do grupo Garimpo, representado por Ana Carla Fonseca. Essa é mais uma mostra de uma tendência latente em nossa organização política-social: a cultura é eixo transversal no mundo contemporâneo. Rasgando de fora a fora, a vibração cultural atravessa instituições públicas e privadas como fonte de novidade e inovação. Em diversas áreas do saber o poder da criatividade social (aquele saber feito pela multidão) está sendo estudado.
Inovação e Cultura serão temas cada vez mais presentes. Espero que possamos aproveitar toda essa potência na construção de comunidades criativas menos destrutivas e mais colaborativas.
Inicia aqui uma série de 3 partes, onde gostaria de apresentar 3 artistas , os quais tive a oportunidade de conhecer na mesa de encontros da Bienal do Mercosul deste ano “grito e escuta”.
O motivo da apresentação destes artistas é ilustrar possibilidades; estudar novos formatos de articulação entre arte e comunicação. Nesta Bienal/2009 o núcleo pedagógico teve uma grande sacada, vai colocar os artistas em contato direto com comunidades diversas no estado, permitindo a disponibilidade deles. Os projetos desenvolvidos tem um caráter muito bonito de formação de vínculo. É dessa intimidade e participação que quero falar, acredito que nesse aspecto, nós que buscamos uma comunicação por relacionamento, temos muito que apreender.
Nicolas Floc’h – “A grande troca”
Neste projeto o artista francês vai ao encontro de uma comunidade em um bairro pobre de Santiago (Chile) e lá propõe uma experiência para o público. Notem que isso é muito interessante, normalmente o convite para participar de “arte” é um chamado para uma experiência.
Em um primeiro momento, Nicolas identificou algumas pessoas da comunidade que tinham afinidade com a proposta, logo que um pequeno grupo se juntou, mais pessoas começaram a integrar-se.
O artista convidava as pessoas a escolher um objeto para ser reproduzido o mais parecido possível com sua forma na realidade, como uma escultura realista. O material escolhido para o trabalho foi a madeira, por sua característica de fácil manipulação e por ser possível encontrar muita matéria-prima de segunda mão. O processo escultórico exigiu alguns estudos em papel, desenhos e cálculos, trabalhando também a idéia de projeto.
Todos os objetos escolhidos eram de consumo, equipamentos, ou acessórios que aquela população tinha desejo de possuir. Ao trabalhar na confecção de um novo objeto fictício, o desejo de consumo foi contagiado pelo prazer de criar, fazendo surgir nas pessoas um poder ativo criador, diferente da passividade desejante de quem não pode “ter” determinado produto.
O trabalho de Nicolas Floc’h mexe com as habilidades individuais e com a organização grupal, trabalha a auto-estima coletiva, ao mesmo tempo que desenvolve uma estética e linguagem artística única. “A grande troca” é uma experiência coletiva que mostra a riquesa da participação e envolvimento do público em um projeto criativo inusitado.
Matucana 100, Santiago/Chile - 2008
Matucana 100, Santiago/Chile - 2008
O site de Nicolas Floc’h contém outros trabalhos e projetos. Divirta-se!
Passando por uma janela qualquer, vejo esta imagem compondo uma espécie de vitrine. Me chama a atenção, pois me lembrei de momentos que aparentemente não faziam sentido algum com a imagem que estava vendo. Essa aparente dissonância cognitiva revela algumas conexões que foram feitas que, sim, podem fazer total sentido ver aquela imagem em um momento que não estava disposto em pensar no que pensei. Algumas associações bastante positivas imediatamente apareceram e bons sentimentos transbordaram em espaços a espera de (re)viver.
Processo bem semelhante é feito na construção de uma marca. A história que ela conta e te acompanha no período da vida faz com que seja lembrada e sentida a partir de associações de emoções. Esse esforço faz toda a diferença quando é tomada uma ou outra decisão a respeito de um detalhe de expressão da marca. Esta escolha pode estar significando o ganho de muitas associações positivas ou desmanchando relações que estavam sendo mantidas.
Só fazendo uma associação rápida com algo que vem afetando a nossa forma de pensar o envolvimento das marcas com seus públicos que compartilho através de uma experiência cotidiana.